3.
Acesso ao Saneamento e a Saúde da Mulher

 
 
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A falta de saneamento tem implicações imediatas sobre a saúde e a qualidade de vida das mulheres que moram em áreas degradadas do ponto de vista ambiental. A falta de água tratada tem impacto direto sobre a saúde, principalmente a das mulheres mais novas e a das mais velhas, pois aumenta a incidência de infecções gastrointestinais. A carência de serviços de coleta e de tratamento de esgoto, mesmo quando há o acesso à água tratada, é a causa de outra parte das infecções gastrointestinais e das doenças transmitidas por mosquitos e animais. Os problemas mais graves surgem nas beiras de rios e córregos contaminados ou em ruas onde passa esgoto a céu aberto – que corre em valas e sarjetas. Mas a poluição dos reservatórios de água e dos mananciais, cuja qualidade tem sido deteriorada ao longo dos anos, também afeta a saúde da mulher brasileira.

Este capítulo analisa a incidência de infecções gastrointestinais infecciosas nas mulheres brasileiras, a evolução desses indicadores e a gravidade das infecções gastrointestinais – que levam ao acamamento, ou a internações e mortes. Por fim, é analisado o efeito parcial da falta de saneamento sobre a incidência de infecções gastrointestinais infecciosas nas mulheres.

 
 
 

Afastamento por diarreia

 
 
 

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE levantou informações bastante detalhadas sobre a saúde das mulheres em 2013 que permitem relacionar os problemas de saúde que afligiram a população feminina brasileira com as características socioeconômicas das mulheres. Entre os pontos analisados, a pesquisa perguntou a uma amostra representativa de homens e mulheres se houve afastamentos das atividades rotineira nas duas semanas anteriores à data da entrevista, qual o motivo dos afastamentos e por quantos dias os entrevistados estiveram afastados. Com base nessas informações é possível avaliar a incidência de afastamentos das atividades rotineiras por motivo de diarreia ou vômito nas populações feminina e masculina do Brasil.

Em 2013, segundo dados da PNS, 576.213 pessoas indicaram ter se afastado de suas atividades rotineiras por motivo de diarreia ou vômito (infecções gastrointestinais presumíveis). Desse total 304.076 eram mulheres (ou 52,8% do total) e 272.137 eram homens (ou 47,2% do total). Com base nesses dados, estima-se que houve 7,906 milhões de casos de afastamento por diarreia ou vômito entre as mulheres ao longo do ano de 2013.

Em 2013, 86,1% da população feminina afastada de suas atividades em razão de diarreia ou vômito morava nas áreas urbanas do país e apenas 13,9% nas áreas rurais. Nas capitais das unidades da Federação, ocorreram 2,133 milhões de casos (27,0% do total) e nas cidades do interior, 5,773 milhões (73,0% do total). As regiões do país com os maiores números de afastamento entre as mulheres foram o Sudeste, com 3,044 milhões de casos (38,5% do total) e o Nordeste, com 2,549 milhões de casos (32,2% do total). Entre as unidades da Federação, os maiores números de casos ocorreram nos estados mais populosos: sozinho, o estado de São Paulo respondeu por 21,1% dos casos de afastamentos de mulheres em razão de diarreia ou vômito e Minas Gerais respondeu por 10,0% do total de casos no país. As estatísticas por região, área e capitais são apresentadas na Tabela A.5 do Anexo Estatístico.

A taxa de incidência de afastamento mede a razão entre o número de casos ocorridos e o total da população, ou seja, ela mede os afastamentos em termos relativos. A taxa de incidência é expressa em casos por mil habitantes. Nesse indicador, houve 76,0 afastamentos a cada mil mulheres no país em 2013. Na média das capitais, a taxa de incidência foi mais elevada: 83,1 casos por mil mulheres. Em termos regionais, as maiores incidências ocorreram na região Nordeste do país, com a observação de 88,7 casos por mil mulheres. Na região, os estados com maiores incidências de afastamentos por diarreia e vômito foram Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, todos com índices superiores a 100 afastamentos a cada mil mulheres.

As regiões Norte e Centro-Oeste registraram taxa de incidência maiores que 75 casos a cada mil mulheres. No Norte, pesaram os resultados do Amapá e Tocantins, com taxa de incidência de 122,6 e 116,5 casos por mil mulheres, respectivamente. Na região Centro-Oeste, pesou o caso do Mato Grosso do Sul, com 115,7 casos a cada mil mulheres. Vale destacar o índice relativamente ruim do estado de Santa Catarina, que teve 112,6 casos a cada mil mulheres, uma taxa 52% superior à média do Brasil.

Mapa 3.1
Incidência de afastamento por diarreia ou vômito na população feminina, em casos por mil mulheres, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Os afastamentos por diarreia ou vômito estavam concentrados nas mulheres mais jovens. Na faixa etária de até 14 anos de idade, a incidência de afastamentos das atividades rotineiras chegou a 132,5 casos por mil mulheres. Na faixa entre 15 e 29 anos de idade, a incidência caiu para 79,1 casos por mil mulheres. A partir dos 30 anos, a taxa de incidência ficou entre 50 e 55 casos a cada mil mulheres. Vale observar que, para quase todas as faixas etárias, a incidência de afastamentos por diarreia ou vômito é maior na população feminina do que na masculina. A maior diferença, tanto em valor absoluto quanto relativo, se deu na faixa etária de pessoas com 15 a 29 anos. Como será analisado em maior detalhe nos capítulos seguintes, nessa faixa havia uma concentração grande de estudantes e mães.

Gráfico 3.1
Incidência de afastamentos por motivo de diarreia ou vômito na população, por gênero e faixa etária, em casos por mil habitantes, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.


A incidência de afastamentos por diarreia ou vômito foi extremamente elevada na população feminina indígena. Nesse grupo, houve 175,9 casos a cada mil mulheres em 2013. A população de mulheres autodeclaradas pardas também registrou índice elevado: 80,2 casos por mil mulheres. O índice foi relativamente menor entre as mulheres autodeclaradas pretas, grupo em que a incidência foi de apenas 48,9 casos por mil mulheres.

Gráfico 3.2
Incidência de afastamentos por motivo de diarreia ou vômito na população feminina, por raça declarada, em casos por mil habitantes, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Na distribuição por nível de instrução, a taxa de incidência foi maior entre as mulheres sem instrução, categoria que registrou 92,4 casos a cada mil mulheres. O segundo grupo com taxa mais elevada foi o de mulheres com curso médio incompleto, com 82,7 casos por mil pessoas. Vale observar que também foi elevada a incidência de afastamentos por diarreia ou vômito entre as mulheres com curso superior completo. Nesse grupo houve 75,3 casos a cada mil mulheres em 2013.

Gráfico 3.3
Incidência de afastamentos por motivo de diarreia ou vômito na população feminina, por nível de instrução, em casos por mil habitantes, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Do total de 7,906 milhões de casos de afastamento por diarreia ou vômito entre as mulheres brasileiras, aquelas que moravam em domicílios no primeiro quintil da distribuição da renda domiciliar per capita responderam por 2,195 milhões de casos, ou seja, por 27,8% do total de casos. No segundo quintil, houve 1,863 milhão de casos, ou 23,6% do total. Em termos relativos, vale destacar que a taxa de incidência foi maior no terceiro quintil, onde ocorreram 83,1 casos a cada mil mulheres. Isso se explica pelo fato de nessa classe de rendimento domiciliar haver uma proporção elevada de mulheres idosas (aposentadas ou pensionistas) ou que atuam no mercado de trabalho.

Gráfico 3.4
Distribuição por classe de rendimento dos afastamentos por motivo de diarreia ou vômito na população feminina, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

 
 
 

Gravidade das infecções

 
 
 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE, nos 7,906 milhões de casos de afastamento de mulheres por diarreia ou vômito ocorridos no país ao longo de 2013, as mulheres afastadas ficaram longe de suas atividades por 3,48 dias em média. Isso implicou a ocorrência de 27,506 milhões de dias de afastamento das atividades rotineiras ao longo de um ano. Se não tivessem contraído infecções gastrointestinais, essas mulheres poderiam trabalhar, estudar ou simplesmente descansar nesse período em que ficaram enfermas.

Comparativamente à população masculina, vale mencionar que o número médio de dias de afastamento das mulheres em razão de diarreia ou vômito foi maior. No grupo dos homens, os afastamentos por esse motivo duraram 3,15 dias em média. Assim, a população feminina respondeu por 55,3% do total de dias de afastamento e a masculina, por apenas 44,7%.

Das mulheres que se afastaram de suas atividades rotineiras em razão de diarreia ou vômito, 3,608 milhões ficaram acamadas pelo menos um dia durante o afastamento. Isso significa que em 45,6% dos casos de afastamento as infecções foram graves o suficiente para requerer acamamento. Nessa estatística de gravidade das infecções, os índices masculinos também foram mais reduzidos: apenas 40,7% dos homens que se afastaram de suas atividades rotineiras em razão de diarreia ou vômito ficaram acamados.

A taxa de incidência de mulheres acamadas em razão de diarreia ou vômito foi de 34,7 em cada mil pessoas. Nas áreas rurais do país, a taxa de incidência foi maior (44,8 a cada mil mulheres) e nas áreas urbanas, menor (33,1%). A Tabela A.6 do Anexo Estatístico traz as estatísticas por unidade da Federação, áreas e regiões.

Gráfico 3.5
Incidência de afastamentos por motivo de diarreia ou vômito na população feminina, por quintil da distribuição domiciliar de renda per capita, em casos por mil habitantes, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

A incidência de mulheres acamadas em razão de diarreia ou vômito foi relativamente maior nas regiões Nordeste e Norte do país: de respectivamente 47,8 e 40,0 casos por mil mulheres. As menores incidências foram nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, as quais registraram taxas de respectivamente 23,2 e 38,5 casos a cada mil mulheres. No caso da região Sul, as estatísticas do estado de Santa Catarina novamente chamam a atenção: a incidência de mulheres acamadas foi de 77,8 a cada mil pessoas, uma taxa 109,4% superior à média da própria região.

Mapa 3.2
Incidência de mulheres acamadas por diarreia ou vômito na população feminina, em casos por mil pessoas, 2013

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

A maior frequência de casos de acamamentos em razão de diarreia ou vômito ocorreu entre as mulheres com até 14 anos de idade (33,2% do total de casos). As mulheres jovens, com idade entre 15 e 29 anos, responderam por 23,8%, aquelas com idade entre 30 e 59 anos, por 31,0% dos casos, e as mulheres com mais de 60 anos, por 12,1%. Apesar de terem uma participação menor, vale ressaltar que é muito elevada a parcela das mulheres afastadas por diarreia ou vômito que ficaram acamadas: a proporção foi de quase 9 em cada dez mulheres no ano de 2013.

Gráfico 3.6
Distribuição das mulheres acamadas em razão de diarreia ou vômito, por faixa etária, 2013

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Gráfico 3.7
Parcela da população feminina afastada por diarreia ou vômito que ficou acamada, por faixa etária, 2013

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Segundo informações da base de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS), houve 353.503 internações em razão de doenças gastrointestinais infecciosas nos hospitais da rede do SUS em 2013. Do total de pessoas internadas, 187.308 (53,0% do total) eram mulheres e 166.195 eram homens (47,0% do total). A Tabela A.7 do Anexo Estatístico traz o número de mulheres internadas em razão de doenças gastrointestinais infecciosas nos hospitais da rede do SUS em 2013, por unidade da Federação, área e capitais, os quais permitem comparações com as estatísticas de afastamentos e de mulheres que ficaram acamadas. A Tabela A.8 do Anexo Estatístico traz as mesmas informações de internação, só que para 2016.

As estatísticas mostram uma incidência de 1,801 internações a cada mil mulheres em 2013, um valor maior que o da população masculina (1,721 por mil homens). Para todas as faixas etárias, com exceção das mais jovens (até 14 anos de idade), as taxas de incidência de internações foram maiores entre as mulheres. Os dados mostram que as mulheres ficaram, em média, 3 dias internadas, indicando um total de 563,2 dias de internação em hospitais da rede do SUS em 2013.

Gráfico 3.8
Incidência de internações por motivo de diarreia ou vômito na população, por gênero e faixa etária, em casos por mil habitantes, 2013

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Também conforme as estatísticas do DATASUS, foram registrados 4.809 óbitos em razão das infecções gastrointestinais em todo país em 2013. Desse total, 2.614 óbitos foram de mulheres (54,4% do total). Na maioria, esses óbitos ocorreram na população mais idosa, apesar do fato de essas enfermidades serem mais frequentes nas jovens: 73,7% das mortes foram em mulheres com mais de 60 anos, enquanto que 15,2% dos óbitos foram em meninas que tinham até 14 anos de idade.

A taxa de mortalidade em razão de doenças gastrointestinais infecciosas foi maior entre as mulheres do que entre os homens. Em 2013, 2,5 mulheres morreram por esse motivo em cada 100 mil pessoas. Na população masculina, a taxa de mortalidade foi de 2,3 pessoas em cada 100 mil homens. Considerando as faixas etárias, a maior proporção de mortes ocorreu na população feminina com mais de 60 anos de idade: 12,9 pessoas a cada 100 mil mulheres. A mortalidade entre jovens também foi elevada em relação à média: 1,9 morte por 100 mil meninas até 14 anos de idade.

Gráfico 3.9
Incidência de óbitos por motivo de diarreia ou vômito na população, por gênero e faixa etária, em casos por 100 mil habitantes, 2013

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS e IBGE, 2015. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

A taxa de mortalidade foi particularmente elevada nas regiões Nordeste e Norte, com incidências de 3,9 e 2,8 mortes a cada 100 mil mulheres. No Norte do país, as maiores taxas foram observadas no Amazonas e em Roraima: 4,9 e 5,5 mortes por 100 mil mulheres. No Nordeste, os estados com maiores incidências de mortes em razão de doenças gastrointestinais infecciosas foram Alagoas (7,0 mortes a cada 100 mil mulheres) e Pernambuco (5,5 mortes a cada 100 mil mulheres).

 
 
 

Saneamento e saúde

 
 
 

As consequências adversas da falta de saneamento na saúde da população são severas, mas o avanço da distribuição de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto trazem resultados visíveis. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2003, 20,1 milhões de mulheres não tinham acesso à rede geral de distribuição de água, o que equivalia a 22,1% da população feminina do país. Na época, 49,4 milhões de mulheres não tinham acesso à coleta de esgoto em suas residências, quase 55% da população feminina brasileira. Em 2016, o número de brasileiras sem acesso à água tratada havia caído para 17,2 milhões, o que indicava um déficit relativo de água tratada de 16,3% da população feminina. Em termos relativos, a queda da parcela de brasileiras sem acesso aos serviços de coleta de esgoto foi maior, de 15,5 pontos percentuais, passando de 54,4% em 2003 para 38,9% em 2016. Isso significa que, a despeito do forte crescimento demográfico observado no período, o número de brasileiras sem coleta adequada de esgoto em 2016 (41,2 milhões de mulheres) era menor do que o de 2003.

Mapa 3.3
Incidência de mulheres internadas na rede do SUS por diarreia ou vômito na população feminina, em casos por mil pessoas, 2013

Fonte: DATASUS. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

O Gráfico 3.10 mostra, para a população feminina, a evolução conjunta da cobertura de coleta de esgoto no país e a incidência de infecções gastrointestinais que resultaram em internação no SUS entre 2003 e 2016. A cada ano, com o aumento da parcela da população feminina atendida pelo sistema de coleta de esgoto, caiu de forma sistemática a taxa de internações (pessoas internadas por mil mulheres). O Gráfico 3.11, mostra a ampliação da população com acesso à água tratada e a redução sistemática da taxa de incidência de infecções gastrointestinais.

Gráfico 3.10
Internações gastrointestinais* e população feminina com acesso ao sistema de coleta de esgoto, 2003 a 2016

Fonte: IBGE, vários anos e DATASUS. (*) População feminina internada em hospitais da rede SUS por CID 10: Cólera, shiguelose, amebíase, diarreia e gastroenterite infecciosa presumível, outras doenças infecciosas intestinais. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, vários anos e DATASUS. (*) População feminina internada em hospitais da rede SUS por CID 10: Cólera, shiguelose, amebíase, diarreia e gastroenterite infecciosa presumível, outras doenças infecciosas intestinais. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Gráfico 3.11
Internações gastrointestinais* e população feminina com acesso ao serviço de água tratada, 2003 a 2016

Fonte: IBGE, vários anos e DATASUS. (*) População feminina internada em hospitais da rede SUS por CID 10: Cólera, shiguelose, amebíase, diarreia e gastroenterite infecciosa presumível, outras doenças infecciosas intestinais. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Fonte: IBGE, vários anos e DATASUS. (*) População feminina internada em hospitais da rede SUS por CID 10: Cólera, shiguelose, amebíase, diarreia e gastroenterite infecciosa presumível, outras doenças infecciosas intestinais. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica.

Os dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 (IBGE, 2015), os quais detalham um conjunto amplo de informações sobre as mulheres brasileiras, corroboram a relação negativa entre o acesso ao saneamento e o afastamento das atividades cotidianas por diarreia ou vômito. Constatou-se que a probabilidade de ocorrência de afastamento das atividades cotidianas por motivos de diarreia ou vômito estava negativamente correlacionada ao acesso aos serviços de coleta de esgoto e de água tratada. Quanto maior o acesso a esses serviços, menor a probabilidade de afastamento por doença gastrointestinal. Vale destacar que a análise de regressão também identificou que a probabilidade de afastamento em razão de doença gastrointestinal infecciosa é significativamente menor entre os homens do que entre as mulheres – ver detalhes no Anexo Metodológico.

Mapa 3.4
Óbitos de mulheres por diarreia ou vômito na população feminina, em casos por 100 mil pessoas, 2013

Fonte: DATASUS. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica

Fonte: DATASUS. Elaboração: Ex Ante Consultoria Econômica